Profissão Advogada, com Egle Alonso

Olá pessoal! Tudo bem com vocês?

No mês passado – por conta dos feriados – eu não consegui fazer aquele post de final de mês, onde trago um profissional para falar de sua profissão, já tivemos post sobre a carreira de Publicitária e a carreira de Aeromoça.

Para compensar a falta dessa postagem do mês passado, neste mês traremos duas entrevistas super bacanas de grandes profissionais!

E para começar vamos falar sobre uma carreira que está no mercado há séculos, é imensamente respeitada e disputadíssima, a advocacia.

Trouxe a advogada Egle Alonso, uma grande amiga minha, para compartilhar um pouquinho da área com vocês, e sanar algumas curiosidades, espero que gostem!

Olá, eu sou a Egle e vou falar um pouco sobre a minha profissão. Sou advogada há quatro anos, formada pela Universidade Paulista e pós-graduanda em direito do consumidor, pelo Centro Educacional Damásio de Jesus. Estou na área jurídica há sete anos e sou apaixonada pelo que faço.

Sabe aquele comentário que sempre fazem quando falamos do curso de direito, que é preciso gostar de ler? Bom, é super verdade.

Nós lemos muito na faculdade e depois de formados também, já que sempre há promulgação de novas leis ou alterações nas leis já existentes, sendo de extrema importância o advogado manter-se atualizado, para realizar um bom trabalho.

Para ser advogado não basta ter cursado direito, é necessário prestar o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil, a temida OAB, e o exame não é tudo isso que dizem, se você se dedicar nos cinco anos do curso vai tirar de letra e passar com mais tranquilidade do que se imagina.

créditos da imagem

Assim, vale ressaltar que o exame de ordem é composto de duas fases, a primeira de múltipla escolha e a segunda com questões discursivas e um problema prático, em que é necessário redigir uma peça.

O legal é que o direito é bem amplo, então é normal no decorrer do curso você se identificar mais com uma determinada matéria.

E na segunda fase da OAB temos que optar em apenas uma área para prestar, o que eu indico desde já é optar pela matéria na qual você mais se identifica e não a que pensa ser mais fácil, ou que dizem ser, pois a qual nos identificarmos mais com certeza será a que teremos facilidade para irmos bem.

Bom, foi o que eu fiz, sempre ouvi dizer que penal era mais fácil e civil mais difícil, mas eu nunca me identifiquei com penal, sempre achei mais fácil civil, dessa forma, consegui passar na OAB na primeira tentativa optando pela matéria em que eu sentia grande prazer em atuar.

Outro ponto legal é que a partir do último ano, ou seja, no nono semestre, já é possível tentar a prova da OAB e se passar já fica válido para quando terminar o curso, assim já saímos advogados hehehe

Sobre áreas de atuação: Não temos apenas a opção de advogar, temos diversos concursos públicos voltados a bacharéis de direito ou até mesmo ministrar aulas em faculdades ou cursinhos preparatórios para a OAB.

Temos também concursos públicos em que apenas formados em direito e com anos de OAB podem prestar, como a magistratura, defensoria pública e promotoria de justiça, concursos estes muito bem remunerados.

Agora, falando mais da rotina e tarefas de um advogado, acho válido explicar que temos escritórios que chamamos de escritórios generalistas, em que os advogados cuidam de qualquer tipo de ação.

Além disso, faz parte de suas tarefas o peticionamento nos autos do processo, diligências nos fóruns, realização de audiências, atendimento aos clientes, elaboração de contratos, despacho com juízes, etc.

Então é importante que você não tenha apenas gosto pela leitura, mas que também seja bom na escrita e na fala, sem esquecer que bons advogados tem o poder de persuasão.

Temos também escritórios que possuem advogados especialistas em determinadas áreas, ou seja, quem cuida de trabalhista não é o mesmo que cuidará de penal, pois assim facilita o trabalho, bem como, nos da uma certa qualidade no serviço prestado, já que o profissional estará dedicado apenas aquela matéria.

Em meus estágios iniciei primeiramente em um escritório generalista, onde aprendi muuuuuita coisa, realizava diligências externas como idas aos fóruns, delegacias, tirava cópia de processos, despachava petições com os juízes, peticionava em processos cíveis, trabalhistas e também penal.

Já no quarto e quinto ano eu trabalhei na área tributária, também redigia peças e fazia diligências externas nos fóruns.

Como advogada, já fiz muita audiência e peças mais complexas, nas quais em estágio nem sempre existe esta oportunidade, como a realização de defesas e recursos, essa parte é muito boa, pois na elaboração das peças, você direciona suas petições aos juízes/desembargadores expondo o seu ponto de vista em defesa do seu cliente e faz os requerimentos.

Mas, também temos o lado negativo, pois muitas vezes trabalhamos sob pressão, já que trabalhamos com prazos e os prazos precisam ser cumpridos.

Se você estiver em um escritório de contencioso de massa então, muitas vezes não terá horário para sair, devido ao grande volume de trabalho.

Além disso, temos muitos escritórios com remuneração baixa, já que existe uma grande concorrência, hoje em dia se formam cerca de 88 mil bacharéis em direito por ano.

Mas em geral, gosto muito da minha área, e não podemos esquecer que no ramo do serviço público somos muito bem remunerados, sem contar que há muitas opções de trabalho para nós, nossa área é muito ampla, e claro, prestando um bom trabalho é possível se destacar na área.

Resumindo, ser advogado/a é lutar em favor dos direitos de seu cliente, sempre pelejando pela justiça!!!

Caso tenham alguma dúvida fico à disposição, espero ter esclarecido um pouco sobre a rotina de um advogado.

Gostaram da entrevista da Advogada Egle Alonso pessoal? Qualquer dúvida postem nos comentários que teremos a resposta à respeito!

Beijokas 😉

4 thoughts on “Profissão Advogada, com Egle Alonso

    1. Que bom que gostou do que a Egle detalhou Kah! O meu marido também está nesse processo de mudança de profissão acredita? haha Só não digo que foi dinheiro jogado fora com faculdade porque conhecimento nunca é dinheiro jogado fora.. mesmo que o seu marido não se forme como advogado (não tire OAB), pelo menos ele adquiriu muito conhecimento.. Beijokas 😉

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